Memórias de Um Sargento de Milícias

ALMEIDA, MANUEL ANTONIO DE
ANTOFAGICA EDITORA LTDA

104,90

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Quando o Brasil ainda estava sob as barbas do Império e as ruas do Rio de Janeiro eram tomadas por lamentos e comemorações de toda natureza, nascia, numa esquina qualquer, uma figura incendiária: o malandro. Eram os anos de 1852 e 1853 quando começou a surgir — aos poucos, em folhetins — uma obra que não apenas marcaria a literatura brasileira, mas se firmaria como um dos grandes símbolos antimoralismo do país. Era o Rio no tempo do rei, afinal de contas, mas nem só de pompa e circunstância se faz uma cidade. Memórias de um sargento de milícias é uma história de pessoas simples, cercadas de alegrias e desventuras. Na contramão do romantismo do século XIX, o romance expõe ângulos da sociedade até então nunca explorados tão intimamente: num ato corajoso para o padrão da época, as miudezas da vida cotidiana passam a ser vistas sob lentes de aumento, despidas de qualquer idealização, compondo um inquieto retrato de um Rio de Janeiro do passado. A edição da Antofágica conta com mais de 50 artes de Manuela Navas. O compositor e escritor Nei Lopes escreve uma apresentação sobre sua trajetória pessoal não apenas com o livro, mas com a cidade do Rio de Janeiro. Nos posfácios, Giovanna Dealtry, doutora em Letras pela PUC-Rio e professora do Instituto de Letras da UERJ, constrói um panorama sobre as dinâmicas narrativas e sobre o conceito de malandragem, e o escritor Sérgio Rodrigues discorre sobre a eterna juventude de Memórias de um sargento de milícias. Gabriela Mayer, jornalista e crítica literária, nos oferece um ensaio sobre as correlações entre literatura e o jornalismo, ofício primeiro de Manuel Antônio de Almeida. O QR Code na cinta direciona a duas videoaulas disponíveis no YouTube com Vinicius Barbosa, é mestre em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e idealizador do @latinaleitura nas redes sociais.