A Trilha Menos Percorrida


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A trilha menos percorrida encoraja o leitor a encarar a vida com honestidade, a explorar seus relacionamentos e ter consciência das nuances que envolvem as circunstâncias do dia-a-dia, como a compatibilidade entre as pessoas, a diferença entre amor e dependência, a educação familiar, neuroses e desordens de caráter, religião e ciência, os riscos da perda, do compromisso, da liberdade. Se você se move na direção de outro ser humano, há sempre o risco de que aquela pessoa se afaste de você, deixando-o mais dolorosamente sozinho do que estava antes. Ame qualquer coisa viva - uma pessoa, um bicho de estimação, uma planta - e ela morrerá. Confie em qualquer um e será magoado; dependa de alguém e essa pessoa o decepcionará. O preço do investumento é a dor. Se alguém está determinado a não se arriscar a sentir dor, então deve abrir mão de muitas coisas - filhos, casamento, sexo, ambição, amizade - tudo o que torna a vida viva, significava e importante. Mude ou cresça em qualquer dimensão e a dor, assim como a alegria, será sua recompensa. Uma vida plena será cheia de dor, mas a única alternativa é não viver plenamente ou simplesmente não viver. A essência da vida é a mudança. Temos um limite de tempo para viver e amar. Podemos sempre ser guiados para usá-lo da melhor maneira possível e desfrutar a vida ao máximo. Mas se não estamos dispostos a encarar plenamente a presença assustadora da morte sobre o nosso ombro erguido, nos privamos da sua sabedoria e não há como vivermos ou amarmos com clareza. Quando recuamos diante da morte, da natureza sempre mutável das coisas, inevitavelmente recuamos diante da vida.
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