a Marcha Da Guerra


URUTAU EDITORA

98,00

Sob encomenda
8 dias


Em A marcha da guerra, Diogo de Castro conduz o leitor às entranhas do maior conflito militar da história brasileira: a Guerra do Paraguai (1864-1870). E o faz pelo olhar dos homens públicos, estadistas e militares, encarregados de decidir os destinos da nação. O romance desvela uma trama marcada por ilusões de grandeza, improvisos e enganos. Às vésperas da guerra, a crise bancária corrói a Corte, as disputas políticas paralisam o governo, as fronteiras estão expostas e as Forças Armadas despreparadas. Em Mato Grosso, província isolada e esquecida, o colapso torna-se inevitável quando o oficial responsável por sua defesa cai prisioneiro do inimigo, abrindo o caminho para a invasão e a ocupação paraguaia. A resposta brasileira é tão ambiciosa quanto precária. Impedidas de seguir pela bacia do Prata, as tropas têm de marchar por terra, do Rio de Janeiro rumo ao interior desconhecido, através de um país continental, despovoado, sem estradas, suprimentos nem comunicações. À medida que se afastam da corte, a autoridade se esvai, tornando evidente o abismo entre o Brasil dos palácios e a realidade do território. Nos batalhões em marcha, voluntários, policiais, condenados e escravizados carregam consigo os mesmos vícios e violências da sociedade que os mobilizou. Com uma escrita precisa e envolvente, A marcha da guerra funde rigor documental, invenção literária e habilidade narrativa. O resultado é uma obra que ilumina, por dentro, as quimeras de um país ao mesmo tempo grandioso e extremamente frágil.
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