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Serrote - Vol.49
IMS
IMS EDITORA
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O ensaio é a regência da dúvida e, por isso, antídoto ao conformismo, vício hoje consagrado como virtude. Os autores aqui reunidos reiteram a insubmissão ao que é proposto e imposto como natural e imutável, da confiabilidade da primeira pessoa às instâncias de dominação masculina. É contra esta, aliás, que se organiza o “desobedecedário” de Sara Berbel Sánchez e Bernat Castany Prado, manual irônico e prático de estratégias possíveis para enfrentar os ditames do patriarcado. As nuances e ambiguidades que Maria Cecilia Brandi sublinha ao inventariar os simbolismos da cor amarela também regem as análises de Didier Eribon e Merve Emre em torno da massiva produção de textos centrados na vivência de seus autores – e, não raro, indo pouco além dela. Arguto observador da experiência urbana e da vida comunitária, Richard Sennett esquadrinha a sociedade a partir da ideia de performance, que tem na arte sua acepção mais consagrada e é por ele estendida à complexidade da experiência humana. (Paulo Roberto Pires)
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