Freud e o Cérebro - A Ciência da Mente e da Cura Psíquica

SOLMS, MARK
AMARILYS

99,05

Pré venda
05/05/2026


Em Freud e o cérebro: a ciência da mente e da cura psíquica, Mark Solms — neurocientista, clínico e psicanalista — convida o leitor a reencontrar Sigmund Freud para além do clichê cultural do divã e das frases feitas. Aqui, Freud não é retratado como caricatura nem como santo: ele ressurge como um cientista ambicioso, comprometido com evidências, cuja intuição sobre a mente começa a reaparecer, de modo surpreendente, nas descobertas da neurociência contemporânea.Ao longo de uma trajetória rara — que abrange desde a autoria de mais de 300 publicações científicas até a prática clínica e a formação psicanalítica —, Solms sustenta uma tese provocadora: a psicanálise e as psicoterapias que dela derivam não são relíquias do século XX, mas ferramentas contemporâneas e, em muitos casos, as mais eficazes que temos para compreender e tratar o sofrimento psíquico. Em vez de prometer soluções fáceis, o autor é enfático: este não é um livro de autoajuda. É um mapa da mente, construído para quem busca entender por que sofremos, por que repetimos padrões, por que sonhamos, e por que a “cura pela fala” pode alcançar a raiz do problema, onde medicamentos, muitas vezes, apenas aliviam sintomas.O percurso começa no “sintoma” — aquilo que se manifesta e pede explicação — e avança para os “censores” — as forças internas que filtram, reprimem e distorcem o que sentimos e lembramos. A partir daí, o leitor entra em temas centrais da tradição freudiana, sempre repensados à luz da ciência atual: a interpretação dos sonhos, o desenho do aparelho mental, a lógica da cura pela fala, os deslizes da língua que traem desejos e conflitos, e os mecanismos de defesa que nos protegem, mas também nos aprisionam. Mais adiante, Solms discute o papel das crenças e ilusões na vida psíquica, ampliando a conversa para uma dimensão decisiva: a possibilidade de transformação emocional profunda, mediada pela análise, pelo vínculo, pela relação e pelo amor. No epílogo, a investigação retorna ao ponto decisivo: distinguir o que apenas aparece (o sintoma) daquilo que origina (a causa).Ao fim da leitura, o benefício é duplo: de um lado, um entendimento mais nítido e humano do funcionamento da mente: na saúde e na doença, no sono e na vigília, na vida pública e na privacidade do que não é visto. De outro, uma mudança de perspectiva sobre o próprio cuidado em saúde mental: por que falar pode curar, por que mudanças duradouras levam tempo e por que, apesar de todas as polêmicas, Freud talvez seja hoje mais necessário do que nunca.
Ao navegar no nosso site você declara estar de acordo com nossa Política de Privacidade