A Bíblia Inglesa E As Revoluções Do Século Xvii

HILL, CHRISTOPHER
CIVILIZACAO BRASILEIRA

97,90

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Em A Bíblia inglesa e as revoluções do século XVII, Christopher Hill busca analisar o papel desempenhado pela Bíblia na Inglaterra revolucionária do século XVII.   Duarnte as décadas de 1640 e 1650, os ingleses tiveram de enfrentar situações revolucionárias inesperadas - principalmente a intensa disputa entre o rei e o parlamaneto -, sem nenhuma orientação teórica, como a que Rousseau e Marx deram a seus sucessores franceses e russos, e sem a experiência de acontecimentos anteriores que pudessem ser chamados de revoluções. A Bíblia, acessível em tradução para o inglês desde o século anterior, foi o livro para o qual naturalmente se voltaram em busca de orientação. A tese de Hill é de que todas as ideias que dividiram os partidos da guerra civil e que, depois, separaram, entre os parlamentaristas, os conservadores dos radicais podem ser encontradas nas escrituras sagradas. Ele mostra como a história de Israel foi utilizada para justificar, em nome de Deus, tanto a defesa quanto o ataque ao rei, e como as citações bíblicas se tornaram uma espécie de código para a divulgação de novas ideias em vez de censura, sendo utilizadas por grupos tão diferentes quanto os reformistas, quacres, caçadores de heréticos, antipapistas e médicos. Mas Hill não se restringe às finalidades religiosas e políticas para as quais a Bíblia foi usada. Ele também leva em consideração os efeitos sobre a economia, a agricultura, a colonização, a literatura - nos textos de Milton e Bunyan, por exemplo - e a vida social em geral.
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