Anna Bella Geiger

BARZAGHI DE LAURENTIIS, GABRIELA
SOBINFLUENCIA EDICOES

79,90

Pré venda
10/03/2026


Autora de Louise Bourgeois e modos feministas de criar, Gabriela De Laurentiis compartilha seu olhar voltado para a obra da artista Anna Bella Geiger, em seu novo livro, Anna Bella Geiger – A imaginação é um ato de liberdade, combinando fatos históricos com a observação cuidadosa de vídeos, instalações, impressos, desenhos e proposições pedagógicas realizadas a partir da década de 1960. A autora evidencia na escrita sua posição crítica e contemporânea, mobilizando referências que vão desde bell hooks até Aracy Amaral, em comentários que não se esquivam de implicações sociais, políticas e filosóficas. Tendo espacializações, espaços e cartografias como noções estruturantes de seus capítulos, a autora transita com fluidez entre reflexões de naturezas, escalas e temporalidades distintas. Em vez de atenuar as inflexões e intervalos na trajetória da artista, seu texto assume a fragmentação como aspecto definidor de uma linguagem inerentemente contemporânea e transgressiva. Em uma passagem acerca de relações entre arte e tecnologia, De Laurentiis cita uma entrevista de Geiger nos anos 1970 na qual a artista comenta a mudança de compreensão do espaço com base nas descobertas de Copérnico. Ela desdobra essa nota trazendo ponderações de Michel Foucault sobre a contribuição de Galileu para que o universo fosse imaginado como extensão e movimento. Ato contínuo, alia uma menção a Didi-Huberman e outra a Georges Bataille para esmiuçar as sutis e precisas reflexões sobre o espaço, o tempo e a imagem na obra Situações-limite, que Geiger realizou na década de 1970. Esse exercício de crítica bem informada foi alimentado pelo convívio longo e intenso entre pesquisadora e artista. Desde 2018, Gabriela e Anna Bella se visitaram múltiplas vezes no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de terem estado juntas na Turquia, na Holanda e na Itália. Isso não apenas gerou depoimentos relevantes, mas também abriu caminho para amadurecer modos de escutar, ver e escrever que por vezes divergem daqueles já extensivamente usados para contar a incompleta e desigual história da arte brasileira. – Paulo Miyada
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