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Virar O Medo Ao Contrário, Como A Paula Rego
SOBRAL, CATARINA
COBOGO EDITORA
69,00
Pré venda 05/06/2026
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A pequena Paula desenhava sem parar. E escondia-se do escuro, das histórias aterrorizantes e de tudo que lhe dava medo. Mas Paula cresceu e virou artista. E em suas pinturas mostrava mulheres corajosas, aventureiras, ousadas e destemidas, que escolhiam seu próprio destino e seus sonhos, virando todo o medo ao contrário. Escrito e ilustrado por Catarina Sobral, Virar o medo ao contrário, como a Paula Rego parte da infância desta artista portuguesa que, através da imaginação, de sua inquietação e do enfrentamento do medo transformava fantasias e experiências pessoais em pinturas coloridas e engajadas, entrelaçando o íntimo, o coletivo, a liberdade e o direito das mulheres. Sobre Paula foram feitos livros e filmes, e suas obras de arte foram expostas com grande repercussão no mundo todo. TrechosTrecho 1:“Depois, existia o quarto onde a Paula desenhava sem parar. Onde se escondia do escuro e de tudo o que lhe dava medo (que era tudo mesmo). Bem... quase tudo. A praia não, a praia era seu quarto de brincadeiras.”Trecho 2: “Havia a cozinha das mulheres, sempre em alvoroço. Ali, ninguém mandava nem obedecia. Todas faziam tudo. E a avó fazia pudim de arroz. Havia as histórias da tia e o colo do pai, com os seus contos aterrorizantes. Depois, existia o quarto onde a Paula desenhava sem parar. Antes de começar cada desenho, Paula sentia que ia explodir de tanto que tinha a dizer…”Trecho 3:“Paula podia ser tímida, mas os seus quadros estavam sempre à espreita para nos pregar um susto. Os medos passavam a viver nas telas, e a raiva também. Pintar era como puxar o tapete de quem mandava na arte, nas mulheres e no país.”Sobre Paula RegoPaula Rego nasceu em Lisboa em 1935, e faleceu em 2022, em Londres. Paula foi uma das artistas mais influentes de seu tempo. Suas obras dialogam com a literatura e os contos populares, assim como com a política, o feminismo e os mitos. Uma defensora da liberdade e dos direitos das mulheres, Paula Rego explorou as relações humanas com um olhar crítico sobre a ordem estabelecida e sobre as estruturas e dinâmicas de poder que moldam, limitam e violentam suas personagens.
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