Se Você Desistir, Nunca Saberá

CAMARGO, J.J.
LPM

69,90

Pré venda
09/10/2026


Na rotina da medicina de alta complexidade, vivemos sob o império da afoiteza. Entre a urgência de um transplante e o rigor de um protocolo oncológico, corremos o risco de nos tornarmos especialistas apenas em patologias, deixando de ser peritos em pessoas.”“Envelhecer é aproximar-se, passo a passo, do desfecho mais previsível da existência. Ainda assim, insistimos em olhar para o fim com o espanto de quem testemunha um milagre às avessas. Nunca estamos prontos para a única certeza que carregamos.”“A verdade é que ninguém nos ensina a conduzir o fim. Não entendemos que as prioridades de quem está partindo mudam; queremos alimentar quem já não tem fome, queremos que fale quem só precisa descansar.”“O cuidar do outro sempre será um exercício de compaixão, e o menosprezo a esta exigência certamente tem contribuído para empobrecer a relação entre o médico e a sua comunidade [...]”“A única urgência real, dada a brevidade da jornada, é impedir que a vida seja em vão.”Trechos do livro Se você desistir, nunca saberáHá uma crença, bastante difundida, de que médicos, enfermeiros, auxiliares e demais profissionais que trabalham com pessoas muito doentes precisam se blindar contra o sofrimento diante da morte. Essa blindagem envolveria tratar os pacientes de forma estritamente profissional (leia-se: técnica) com a finalidade de preservar a própria sanidade e, assim, levar adiante a assistência à saúde. Esse mito, porém, é contestado por pessoas respeitadas na área, e uma delas é o dr. J.J. Camargo, médico-cirurgião pioneiro em transplante de pulmão no Brasil e na América Latina, e uma das maiores autoridades da medicina de alta complexidade no país. Em seus mais de cinquenta anos de prática e magistério médico tratando pacientes em situações críticas e, ao mesmo tempo, inovando e capitaneando avanços que moveram a fronteira da excelência médica, o dr. Camargo compreendeu a necessidade de se reafirmar que a medicina e a ciência estão a serviço das pessoas, e não o contrário. E ele se dedica a compartilhar essa e outras reflexões não apenas em textos acadêmicos, mas também em crônicas. Como ele próprio diz, a crônica é um “consultório sem paredes”, que pode estender o acompanhamento médico para além do fim do tratamento.É esse manancial de conhecimento e sabedoria que este médico humanista divide conosco, seus afortunados leitores. Em tempos acelerados, de inteligência artificial, de etarismo, de consultas-relâmpago, de escassez de empatia e compaixão, de redes sociais que desumanizam e de remédios milagrosos que aumentam a ­expectativa de vida em número de anos – mas não necessariamente em qualidade –, os textos aqui compilados são um sopro de esperança. Nas palavras do autor, a medicina de verdade é a arte de fazer ciência com doçura, generosidade e entrega.Os Editores
Ao navegar no nosso site você declara estar de acordo com nossa Política de Privacidade