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Livros Iluminados - Volume Iii
BLAKE, WILLIAM
ILUMINURAS
198,00
Pré venda 23/11/2026
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Nesses versos, a contemplação do amplo e do exíguo exprime uma correspondência entre o ser humano e o universo. Ou, disse o admirador James Joyce, revela que para William Blake (1757-1827) “todo espaço menor que um glóbulo vermelho signifi cava uma aproximação com a eternidade” e que, ao voar “do infi nitamente pequeno ao infi nitamente grande, da gota de sangue ao universo das estrelas, sua alma é consumida pelo voo veloz, e se renova, alada e imortal, à beira do negro oceano de Deus”. Vislumbra-se esse voo, sob outra forma, nos seis poemas-profecias aqui reunidos. Em três deles Blake aborda a história da humanidade e da alma humana através da narrativa de eventos históricos e mitopoéticos. Em América, uma Profecia (1793), a guerra da independência das colônias britânicas na América do Norte; em Europa, uma Profecia (1794), a Revolução Puritana na Inglaterra e a Revolução Francesa; em A Canção de Los (1795), a repercussão dessas ebulições sociopolíticas na África e na Ásia. Uma intrigante exposição dos paradigmas de revolução e contrarrevolução em quatro continentes. Os demais poemas representam a “Bíblia do Inferno” prometida em O Matrimônio do Céu e do Inferno, em que o tema geral é a oposição entre caos e harmonia: O Primeiro Livro de Urizen (1794), O Livro de Ahania e O Livro de Los, ambos de 1795. Consistem numa refl exão paródica sobre a humanidade a partir do Gênesis e do Êxodo, tendo como centro um falso deus tirânico, Urizen, que Blake apelidou de “Pai-de-Ninguém”. Onipotente em sua fraqueza e divisão interiores, em sua pseudo razão, ao criar o mundo em seis dias divide os elementos da mente humana, decreta mandamentos, instaura o caos e entra em confl ito com Los — Imaginação, criador de formas e alter ego do poeta. Blake nos alerta e desafi a a examinar as forças autoritárias em cada um de nós e que compõem Urizen. De maneira mais direta, escreveu num breve poema: Alguns homens, criados para destroçar, Vêm ao mundo e do mundo fazem seu lar. Por mais que sejam vis, além do mais infestos, Os julgarão “Do mundo homens honestos”.
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