O Velho Carro de Bois - Cinco Movimentos de Um Sertão Explorado


ARTERA EDITORIAL

49,00

Pré venda
06/04/2026


O Velho Carro de Bois — Cinco Movimentos de um Sertão Explorado é uma travessia poética e histórica pelo coração do Nordeste. Em versos rigorosos e prosa poética densa, Edilson Santana dá voz ao carro de bois como símbolo maior de um povo: veículo de trabalho e sobrevivência, mas também metáfora de dor, resistência e esperança. Cada movimento da obra — da Estrada da Dor à Voz da Roda — reconstrói o cenário do sertão, onde suor e poesia se entrelaçam, revelando tanto a dureza da exploração quanto a grandeza da dignidade humana. Mais do que uma homenagem, o livro é denúncia e memória. As rodas que rangem nas páginas carregam séculos de luta: o peso da escravidão, as engrenagens do engenho, a fome e a seca, mas também a beleza lírica do sertanejo que canta mesmo quando a terra se cala. Em cada poema, o autor recupera a voz de homens e mulheres esquecidos pela história oficial, alinhando-se à perspectiva da “história vista de baixo”, que valoriza a experiência dos oprimidos. O resultado é uma literatura que, ao mesmo tempo, emociona e desperta consciência. Santana, poeta, filósofo e educador, é reconhecido por sua vasta produção literária em poesia, filosofia, direito e mitologia. Promotor de Justiça, graduado em Pedagogia e Direito, mestre da palavra e da reflexão, traz para este livro sua experiência intelectual e humana, unindo rigor técnico à sensibilidade social. Em sua escrita, a métrica clássica encontra a denúncia social, e a memória pessoal torna-se testemunho coletivo. A obra é, portanto, tanto um canto poético quanto um documento cultural. Um registro vivo de como o sertão foi explorado, mas também de como resistiu. O velho carro de bois, longe de ser apenas um artefato do passado, reaparece aqui como metáfora da roda da vida: ela gira, range, machuca, mas não se detém. E, enquanto houver poeira nas estradas e esperança nos olhos, haverá sempre poesia a narrar essa travessia. Este livro não é apenas para ler: é para ouvir como um canto ancestral e sentir como uma cicatriz que ainda pulsa no corpo da história.
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