Poder, Cidade e Mercadoria - A Disputa Pelo Espaço no Rio de Janeiro Olímpico

REBOUCAS, WILLIAM BUENO
APPRIS EDITORA

88,00

Pré venda
19/02/2026


Em Poder, cidade e mercadoria: a disputa pelo espaço no Rio de Janeiro Olímpico, William Bueno Rebouças apresenta as coalizões de poder que tornaram possível a implementação de uma visão de cidade enquanto mercadoria durante os megaeventos na cidade do Rio de Janeiro pelo prefeito Eduardo Paes. O autor desenvolve o tema através de capítulos que guardam certa autonomia entre si. A história das políticas urbanas no Rio de Janeiro é apresentada através de momentos fundamentais que moldaram a cidade, como: a organização de movimentos de favelas nos anos 1950, o período de remoções durante a ditadura militar, os avanços institucionais nos governos de Leonel Brizola e a consolidação da cidade-mercadoria por Cesar Maia e Eduardo Paes. Em uma análise comparativa, o autor descreve as características que aproximam e distanciam o “Modelo de Barcelona” e a sua aplicação no Rio de Janeiro, apresentando as ideias-força que modelam o chamado empreendedorismo urbano. Por fim, é apresentada uma vívida leitura dos movimentos sociais que fizeram e fazem frente a esse processo e produzem alternativas a partir de suas mobilizações, como na luta contra as remoções de favelas em Vila das Torres e no Largo do Campinho e na vitoriosa greve dos garis de 2014, 2015 e 2022, que culmina na organização do Círculo Laranja no Cachambi. Poder, cidade e mercadoria representa não só uma leitura atenta sobre a dinâmica política durante o ciclo olímpico, mas principalmente uma análise arguta da forma como a cidade do Rio de Janeiro é produzida hoje, ampliando suas desigualdades socioespaciais, através da mesma coalizão de poder. Por fim, o livro aponta caminhos para uma política autonomista, desde baixo, a partir dos movimentos sociais, como trilha possível para uma cidade mais justa e igualitária, e por isso se mostra uma leitura fundamental para aquelas e aqueles que procuram pensar e construir uma cidade que seja feita não para o lucro, mas sim para quem nela mora e trabalha.
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